5 boas práticas para garantir a segurança do time de eletricista

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O trabalho que lida com energia elétrica requer muitos cuidados. Por vezes, até o profissional mais experiente pode cometer um erro e causar um acidente. Você sabe quais as melhores práticas para a segurança dos eletricistas?

Você deve saber que acidentes envolvendo eletricidade são muito perigosos e podem colocar vidas em risco. O choque elétrico é o mais comum, provocando queimaduras e até mesmo paradas cardíacas e a morte. O arco elétrico também pode ocasionar ferimentos sérios como queimaduras, lesões graves, choque e a morte, mesmo não tendo contato direto com a energia. Além disso, acidentes como queda, ataque de insetos e outros podem pôr em risco a segurança dos trabalhadores.

Por isso, conhecer boas práticas de segurança permite que os eletricistas atuem de forma prudente diante de situações de risco, usar adequadamente os equipamentos e antecipar possíveis acidentes.

Neste post, vamos apresentar as melhores práticas para eletricistas realizarem suas atividades de maneira segura. Continue a leitura!

1. Treinamento

A capacitação é o melhor modo de prevenir acidentes. Por isso, a NR 10 prevê que todos os profissionais que precisem lidar com energia elétrica devem ser qualificados e capacitados. Desse modo, terão a capacidade técnica para realizar suas tarefas com segurança.

O treinamento para quem trabalha com eletricidade deve abordar os riscos e perigos da atividade, assim eles serão capazes de identificá-los antes que aconteçam. Essa visão antecipada permite analisar os prováveis riscos em cada etapa do processo e executá-las com segurança.

Não basta somente realizar os treinamentos, você precisa avaliar a sua eficiência. Por isso, realizar avaliações ao final de cada treinamento é fundamental para se certificar de que o conteúdo foi assimilado.

A realização e o treinamento periódicos proporcionam a reciclagem do conhecimento, evitando que a autoconfiança deixe o trabalhador menos cuidadoso e provoque acidentes.

2. Equipamento de Proteção Individual (EPI)

O uso de EPI’s ajuda a minimizar os riscos proporcionando maior segurança ao usarem a rede elétrica, por isso é essencial para a segurança dos eletricistas. A variedade de equipamentos de proteção é grande. Desse modo, é preciso identificar qual é o mais correto para cada tipo de exposição de risco elétrico. Confira alguns:

  • capacete: associado a proteção contra quedas e impactos na região da cabeça, porém também protege contra choque elétrico. Os capacetes classe B possuem isolamento térmico ideal para esse tipo de atividade;
  • luva de borracha: indicada para proteger de choques elétricos e queimadura, existindo em vários graus de proteção. Por isso, a tensão da luva deve corresponder com a tensão de trabalho para evitar acidentes; 
  • botas: um equipamento essencial na proteção contra acidentes que envolvem energia elétrica. São classificadas em botas não condutivas, antiestática e condutivas;
  • roupas especiais: é preciso que sejam fabricadas em tecidos resistentes, podendo ser sintéticos ou naturais, que forneçam proteção contra altas temperaturas e dispersem cargas elétricas.

O fornecimento dos equipamentos de proteção individual deve ser fornecido gratuitamente pela empresa.

3. Proteção de Equipamentos Elétricos

Os equipamentos elétricos também precisam de proteção. Dispositivos de proteção evitam choques, variações de energia na rede, por exemplo, e protegem os usuários e os equipamentos. Conheça alguns:

Disjuntor

Tem a finalidade de desligar a distribuição de energia ao detectar um curto ou uma sobrecarga. Os disjuntores nas instalações não só protegem os circuitos do equipamento como também os usuários.

Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS)

Ideal para proteção contra picos de tensões e descargas atmosféricas ao drenar a sobrecarga para o sistema de aterramento. Desse modo, evita-se que ocorram danos aos equipamentos. Pode ser utilizado em prédios comerciais e industriais, transformadores, luminárias urbanas, entre outros.

4. Sinalização

As instalações elétricas devem estar devidamente sinalizadas para alertar quanto ao perigo existente no local, identificar circuitos, proibir acesso ou informar da obrigatoriedade do uso de EPI’s.

A padronização da sinalização é fundamental e precisa ser compartilhada com todos os funcionários da empresa, independentemente de eles lidarem ou não com eletricidade. Para entendimento dos alertas, o idioma utilizado deve ser o português e a simbologia, universal.

Vale ressaltar que a sinalização é uma medida complementar, ou seja, precisa que outras medidas mais eficazes sejam feitas em conjunto. Barreiras, obstáculos e invólucros são algumas atitudes que devem ser utilizadas para dificultar o acesso às fontes de energização.

Além disso, pode ser necessário a utilização de alertas sonoros como um alarme para quando um equipamento é ligado. Desse modo, o trabalhador estará atento aos cuidados necessários para utilizar o equipamento e evitar acidentes.

Prevenção e combate a princípio de incêndio

Os incêndios ocasionados por curtos-circuitos estão cada vez mais comuns. Por isso medidas preventivas precisam ser tomadas para evitar que acidentes aconteçam e manter o local de trabalho seguro.

Confira algumas medidas preventivas:

  • ligar os equipamentos nas tomadas de maneira adequada;
  • não fazer gambiarras nas instalações elétricas;
  • não permitir que equipamentos de emissão de calor permaneça muito tempo na tomada; 
  • manter no local extintor e mangueiras de incêndio;
  • fazer manutenção nos equipamentos periodicamente.

5. Normas para segurança do trabalho com eletricidade

As duas principais normas voltadas para a segurança dos trabalhadores que interagem com eletricidade é a NR 10 e a NBR5410.

A NBR 5410 é a norma estabelecida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que determina as condições que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão sem oferecer riscos à segurança de pessoas e animais. Busca apresentar as melhores práticas para a realização de instalações e reformas de maneira segura.

A Norma Regulamentadora 10 (NR 10), emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, visa orientar sobre a segurança e a integridade física dos trabalhadores de áreas de risco e envolvidos com energia elétrica. Tem como objetivo fornecer um ambiente de trabalho seguro e evitar acidentes de trabalho.

Ambas as normas preveem que os trabalhadores sejam capacitados para a realização de suas atividades. Elas se complementam de modo a promover maior proteção tanto para o trabalhador quanto para as instalações.

Enfim, ao seguir estas boas práticas, a segurança dos eletricistas estará garantida. Treinamentos e capacitação são os melhores investimentos para que os acidentes sejam evitados. O uso de proteção tanto dos usuários quanto dos equipamentos ajuda a tornar os ambientes mais seguros.

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