O que Ă© resistĂȘncia elĂ©trica e como utilizĂĄ-la na indĂșstria?
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O que Ă© resistĂȘncia elĂ©trica e como utilizĂĄ-la na indĂșstria?


O que Ă© resistĂȘncia elĂ©trica e como utilizĂĄ-la na indĂșstria?

A resistĂȘncia elĂ©trica Ă© um material fundamental para a indĂșstria. Entre as suas principais aplicaçÔes consiste na conversĂŁo de energia elĂ©trica em energia tĂ©rmica (por meio da dissipação de calor) e permitir o controle da voltagem em circuitos elĂ©tricos.


Por isso, se vocĂȘ pensou que resistĂȘncia era sĂł coisa de duchas, neste artigo vamos mostrar a vocĂȘ mais sobre os conceitos, as aplicaçÔes e os principais tipos de resistĂȘncia elĂ©trica, bem como os diferentes modos de propagação do calor. Continue conosco e boa leitura!


O conceito de resistĂȘncia elĂ©trica

Conceitualmente, resistĂȘncia elĂ©trica significa uma dificuldade imposta ao caminho percorrido pela corrente elĂ©trica. Imagine um fio ligado aos dois polos de uma pilha. Os elĂ©trons livres desse gerador de energia (no caso, a pilha) sĂŁo fracamente presos ao nĂșcleo e, por isso, começam a migrar por meio do condutor (fio), do menor potencial para o maior potencial.


Para entender o movimento ocasionado pela diferença de potencial elétrico, podemos fazer uma analogia com o potencial gravitacional. Enquanto no primeiro existe uma diferença de níveis de tensão (medida em Volts), no segundo existe uma diferença de níveis de altura.


Se colocarmos uma esfera sob uma tåbua e essa tåbua estiver apoiada por dois suportes com diferentes níveis de altura, certamente a esfera rolarå da maior altura para a menor. Com a movimentação de elétrons acontece a mesma coisa, contudo nesse caso o deslocamento se darå do maior nível de tensão para o menor. Caso não haja desnível, não haverå movimentação da esfera ou surgimento de corrente elétrica.


Ou seja, esse movimento de elĂ©trons Ă© o responsĂĄvel pela origem de uma corrente elĂ©trica. PorĂ©m, durante esse caminho percorrido, ocorrem colisĂ”es entre os prĂłprios elĂ©trons livres e entre os elĂ©trons e os ĂĄtomos do condutor. Essa dificuldade de movimentação Ă© a resistĂȘncia elĂ©trica, alĂ©m de gerar dispersĂŁo de calor.


A unidade escolhida pelo SI (Sistema Internacional de Unidades) para se referir Ă  resistĂȘncia elĂ©trica Ă© o Ohm, representada pela letra grega Ω. Achou estranho? Esse nome Ă© uma homenagem ao fĂ­sico alemĂŁo George Simon Ohm. Ele foi o responsĂĄvel por desenvolver a primeira teoria matemĂĄtica para a explicação da condução elĂ©trica nos circuitos. Valem a pena ser citadas as duas leis criadas por Ohm.


1ÂȘ Lei de Ohm


Essa lei informa que a corrente elĂ©trica, medida em ampĂšres — outro nome dado em homenagem a um fĂ­sico, desta vez, o francĂȘs AndrĂ©-Marie AmpĂšre — e simbolizada por I, Ă© proporcional Ă  diferença de voltagem entre os dois polos de um condutor, medida em volts e simbolizada por V (adivinha sĂł, uma homenagem ao fĂ­sico Alessandro Volta). O fator de proporcionalidade entre essas duas medidas Ă© a resistĂȘncia elĂ©trica, conforme mostra a fĂłrmula R = V/I.


2ÂȘ Lei de Ohm


Sabendo que a oposição ao caminho dos elĂ©trons dĂĄ origem Ă  resistĂȘncia elĂ©trica, facilmente identificamos os fatores que podem influenciar no seu valor. As grandezas envolvidas nesse cĂĄlculo sĂŁo a largura, o comprimento, a natureza do material e a temperatura ao qual o material estĂĄ sendo submetido.


Portanto, a grandeza de resistĂȘncia de um condutor Ă© proporcional ao seu comprimento e inversamente proporcional Ă  sua ĂĄrea, uma vez que, quanto maior for o caminho, maior serĂĄ a quantidade de colisĂ”es no trajeto, e quanto maior for a ĂĄrea, maior serĂĄ a facilidade para a corrente elĂ©trica percorrer o trajeto.


A equação dessa segunda fĂłrmula Ă© dada por R = ρ(L/A), em que:

  • “L” Ă© a largura;

  • “A” Ă© a ĂĄrea;

  • e ρ a resistividade, que representa o tipo de material e a temperatura a que estĂĄ submetido.


Modos de propagação do calor

A propagação do calor Ă© caracterizada pela transferĂȘncia de temperatura entre dois corpos. Nessa situação, o calor passa do corpo mais quente para o corpo de menor temperatura. A natureza tende a buscar o equilĂ­brio tĂ©rmico entre dois elementos em temperatura diversas. Existem trĂȘs processos possĂ­veis de ocorrer uma transferĂȘncia de calor.


Condução térmica


No processo de transferĂȘncia de calor de condução tĂ©rmica, a energia Ă© transmitida em uma interação subatĂŽmica de partĂ­cula para partĂ­cula. Desse modo, Ă© essencialmente o meio de troca de calor entre materiais, mais notadamente no estado sĂłlido, pois a interação entre ĂĄtomos Ă© maior.


Entre os materiais sólidos, encontramos aqueles que conduzem melhor o calor e, portanto, são denominados bons condutores térmicos, a exemplo dos metais. Em contrapartida, existem os materiais que não tem essa capacidade desenvolvida, e por isso são classificados como maus condutores ou ainda isolantes térmicos.


Convecção térmica


A convecção somente pode ocorrer em meios materiais que se apresentam em estado fluido. Assim, os lĂ­quidos, os vapores e os gases sĂŁo os meios pelo qual esse modo de transferir calor se apresenta. Ele ocorre em materiais nesse estado por ocorrĂȘncia da mudança de densidade, fruto da mudança de temperatura.


Quando um líquido (por exemplo) é aquecido em sua parte inferior (como uma panela com ågua sobre um fogão), a parte de baixo da massa de ågua sofre aumento de temperatura. Com isso, sua densidade diminui e ela fica mais leve. A parte de cima que estå mais fria e mais densa desce. Nesse processo ocorre a formação de uma corrente de convecção, responsåvel pelo aquecimento de um material.


Irradiação térmica


Qualquer corpo aquecido estarĂĄ quente, obviamente. Nessa situação ele naturalmente irradiarĂĄ calor. Ou seja, ocorrerĂĄ a transferĂȘncia de calor pelo fenĂŽmeno de irradiação.


Isso se då por meio de ondas eletromagnéticas. Entre o espectro dessas ondas, a que tem maior efeito sobre o meio em que vivemos são as ondas infravermelhas. Mas existem outras ondas que também são capazes de transportar calor.


O maior exemplo disso é a luz do sol, que traz calor à Terra. Fica evidenciado, portanto, que o processo de irradiação não necessita de um meio material para propagar calor, como os processos de convecção e condução térmica. Só hå våcuo no espaço e mesmo assim o calor do sol chega até nós.


Principais tipos de resistĂȘncia elĂ©trica


ResistĂȘncia elĂ©trica tubular


Em formato de tubo, Ă© amplamente utilizada para aquecer de pequenos a grandes volumes de lĂ­quidos, gases e soluçÔes. Essas resistĂȘncias tubulares podem trabalhar com temperaturas na casa dos 450 °C. AlĂ©m disso, tĂȘm alta durabilidade, resistĂȘncia mecĂąnica e podem ser moldadas com curvas ou outros formatos de acordo com a necessidade do usuĂĄrio.


Sua qualidade estå condicionada ao tipo de liga utilizada para a sua fabricação, e sua durabilidade depende de sua composição química, visto que poderå ser exposta a grandes alteraçÔes de temperatura e situaçÔes de oxidação. Normalmente, estão disponíveis em aço inox, cobre, titùnio, chumbo e com revestimento de teflon.


TĂȘm utilização bastante versĂĄtil e podem ser aproveitadas nas ĂĄreas domĂ©sticas, comerciais e industriais, ao atuar em residĂȘncias, bares e restaurantes, indĂșstrias, laboratĂłrios quĂ­micos, moldes, prensas, cilindros e assim por diante.


Existem diversos tipos de resistĂȘncia elĂ©trica tubular:

  • tubulares de imersĂŁo;

  • fundida;

  • helicoidais;

  • sobre borda;

  • vareta;

  • microtubular;

  • em “U”.


ResistĂȘncia elĂ©trica cartucho


Leva esse nome por seu formato ser parecido com um cartucho de arma de fogo. Também é usada em fåbricas para gerar calor.


Esse tipo de resistĂȘncia elĂ©trica Ă© fornecida em dois tipos: alta carga e baixa carga. A diferença estĂĄ na potĂȘncia utilizada — a alta carga tem capacidade de atingir atĂ© o dobro da energia da convencional.


Fabricada para ter aplicaçÔes de alto rendimento em ĂĄreas reduzidas, Ă© usualmente resistente a vibraçÔes e impactos mecĂąnicos, possuindo uma longa vida Ăștil. Na maior parte das vezes, Ă© acoplada num estampo de metal que terĂĄ sua temperatura aumentada e serĂĄ utilizada para moldar ou prensar outro material.


Sua finalidade, geralmente, estĂĄ ligada a mĂĄquinas de corte, soldas, equipamentos de empacotamento, estampas, aquecimento direto ou localizado, entre outros.


ResistĂȘncia elĂ©trica coleira


Com formato circular, esse tipo de resistĂȘncia Ă© empregado em mĂĄquinas que necessitem ser aquecidas em tubos ou em formato cilĂ­ndrico, por exemplo:

  • injetoras;

  • extrusoras de plĂĄstico;

  • tubulaçÔes;

  • tambores, entre outros.

Para que tenha o desempenho esperado, Ă© fundamental que a resistĂȘncia seja instalada com a face interna completamente em contato com a superfĂ­cie que deseja aquecer. Para isso, Ă© necessĂĄrio verificar se a presilha de fixação darĂĄ a pressĂŁo adequada para que a conexĂŁo seja perfeita.


Essa resistĂȘncia pode ter sua parte isolante feita em mica ou cerĂąmica. As feitas com cerĂąmica tĂȘm uma vida Ăștil maior e sĂŁo mais econĂŽmicas, jĂĄ que suspendem o aquecimento quando a temperatura fim Ă© atingida. As resistĂȘncias fabricadas com mica sĂŁo mais compactas e seguras.


ResistĂȘncia elĂ©trica espiral


Parecida com a espiral de um caderno, trabalha sustentando a corrente elétrica para evitar que picos aconteçam e danifiquem os circuitos, o que pode prejudicar o funcionamento de equipamentos ou maquinårios e até gerar acidentes.


TambĂ©m Ă© utilizada para dissipar calor (que Ă© uma segunda funcionalidade para esse tipo de resistĂȘncia) em fornos domĂ©sticos, industriais e elĂ©tricos de baixa e alta capacidade.


É muito importante avaliar a necessidade de funcionamento de uma resistĂȘncia espiral para saber em que temperatura irĂĄ trabalhar e, assim, escolher o material e a espessura dos fios que irĂŁo concebĂȘ-la. Quanto maior a espessura do fio, maior a temperatura suportada pela resistĂȘncia.


Por ser fundamental para o funcionamento padrĂŁo de uma fĂĄbrica, Ă© adequado tomar alguns cuidados para que a vida Ăștil de todas as resistĂȘncias elĂ©tricas industriais sejam prolongadas. Em função disso, sempre respeite a capacidade do material, para assim evitar uma sobrecarga. Aguarde o total resfriamento da resistĂȘncia elĂ©trica, de forma natural, antes de recolocar o maquinĂĄrio em funcionamento.


Agir com esses cuidados ajuda a aumentar a vida Ăștil da resistĂȘncia elĂ©trica, porĂ©m, em algum momento ela deverĂĄ ser trocada. Por isso, procure um fabricante que ofereça qualidade no material e confiabilidade no serviço.


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